quinta-feira, 30 de outubro de 2008

José Fabrício das Neves (3)

Estamos de volta ao personagem principal, José Fabrício, braço direito do monge José Maria – José Maria de Castro Agostinho, segundo o processo aberto em Palmas para apurar as circunstâncias do combate de 22 de outubro de 1912, no Irani. Ele desenvolvia na região de Queimados (Concórdia), atividades de corte de madeira e criação de porco associadas ao plantio do milho. Eram as duas atividades principais.

O sistema porco/milho é interessante, desenvolvido mais tarde pelos colonos de origem italiana e alemã e que originaram as agroindústrias. Era costume abrir um claro na densa floresta e ali plantar o milho. Uma vez maduro era feita a colheita para o consumo das famílias, guardada em paióis. O restante permanecia no local, onde eram soltos os porcos para se alimentar. Muitos desses animais eram transportados a outros lugares para venda, dando origem a tropeiros de porcos.

O sistema, introduzido no Irani e região, continuou a ser desenvolvido no Sudoeste do Paraná e imediações, para onde seguiu boa parte, talvez a maioria, dos caboclos sobreviventes do Contestado. Colhi depoimentos a respeito em Coronel Domingos Soares-PR, antigo distrito de Palmas, da professora Aurora Fabrício das Neves Tortelli.

Má-fama

O corte de madeira nas margens do rio Uruguai foi uma atividade econômica importante na região. As toras eram serradas, transportadas até o rio e amarradas em forma de jangadas. No auge do período das chuvas, quando o curso d’água se tornava caudaloso, essas jangadas eram transportadas por dias a fio até São Tomé, na Argentina, centro de comércio madeireiro na época. José Fabrício ganhou muito dinheiro com a atividade, empregando um contingente de até 600 homens, incluindo os que se dedicavam ao plantio do milho e engorda dos porcos.

O que chamou atenção sobre José Fabrício foi a fama de acusações feitas a ele, algumas pesadas, beirando o exagero. A má-fama percorreu os tempos e chegou até hoje, como podemos verificar no site da Polícia Militar do Estado do Paraná (http://www.pm.pr.gov.br/visualizarNoticia.php?seq=27484), onde é tratado como “assassino”. Ou seja, aquele que matou o coronel João Gualberto durante o combate do Irani no dia 22 de outubro de 1912. Morte ocorrida durante violento entrevero e não por emboscada (espera) ou pelas costas.

José Fabrício ficou marcado o resto da vida por causa desse seu envolvimento. Condenado no processo em Palmas-PR, teve que se refugiar na região de Engenho Velho (Concórdia), local hoje coberto pelo lago da usina hidroelétrica de Itá. Circulava muito, sempre fugindo da ameaça de prisão e morte. Existem registros de que se deslocava pelos municípios gaúchos no outro lado do rio Uruguai, possuía terras e gado em Campos Novos-SC, interesses em Palmitos-SC, apoiadores em cidades do Paraná como Irati.

Fontes

Disse anteriormente que a historiografia catarinense ignora a existência e o papel de José Fabrício, dos Perão e outros personagens fundamentais na história do Contestado. A historiografia paranaense, por outro lado, destaca a presença de José Fabrício, exatamente por seu envolvimento na morte do coronel João Gualberto em combate. Nas três dezenas de entrevistas que fiz para o TCC no curso de História (Udesc), a presença dele e de outros Fabrício das Neves também fica evidenciada.

No dia em que apresentei o trabalho, o professor Paulo Pinheiro Machado, membro da banca, me entregou dois CDs com a cópia integral do processo do combate do Irani, extraviado desde os anos 1950. O escritor Maurício Vinhas de Queiroz, que cita informações do processo, o faz com base em anotações de terceiros. Não pôs as mãos no documento, precioso por nos revelar uma infinidade de personagens, homens e mulheres, ativos partícipes de um movimento social da envergadura que foi o Contestado. Muitos deles e delas vão ser apresentados aqui, há seu tempo.

Canga

Gostaria de encerrar por hoje destacando o documentário feito no início dos anos 1980 por Sérgio Rubin (Canga) e Dario de Almeida Prado. Os Fabrício das Neves estão ali bem destacados, e o combate do Irani apresentado numa dimensão bem mais abrangente do que a encontrada na historiografia. Rubin mantém um blog na internet que deve ser consultado (http://contestadoaguerradesconhecida.blogspot.com/). O Canga não sabe, mas o Vicente Telles exibiu há pouco o documentário a estudantes de Coronel Vivida-PR, fazendo grande sucesso.





As fotos foram feitas na localidade de Engenho Velho (Concórdia-SC), região controlada por José Fabrício das Neves, antes e depois do Combate do Irani em 1912.


Trecho do rio Jacutinga (Concórdia-SC).


(Concórdia-SC). Barra do rio Jacutinga junto ao rio Uruguai. Um pouco mais acima do rio Jacutinga desemboca o rio Fragosos, ponto em que José Fabrício mantinha um engenho de madeira e cana-de-açucar/aguardente. O engenho foi erguido pelo coronel da Guarda Nacional Miguel Fragoso, depois arrendado a Fabrício, tendo sido a primeira unidade industrial do município de Concórdia-SC.


Rio Uruguai. No fundo (dir) a ponte ligando Santa Catarina ao Rio Grande do Sul - BR-153.


Praça central de Concórdia-SC, onde José Fabrício iniciou o assentamento de caboclos. Nessa área também ficava um de seus inúmeros locais de descanso, chamado de "quartel-general de José Fabrício" pelo historiador Zanetti Ferreira. Essa construção de madeira ficava na altura de onde está hoje a loja Pitol Calçados.


Conjunto de imagens na varanda da residência de Salatiel Machado (interior de Vargem Bonita-SC), falecido, hoje ocupada pelos filhos e filhas. No alto Getúlio Vargas, no lado esquerdo o pai de Salatiel, companheiro de José Fabrício e, no lado direito, o próprio José Fabrício e seu estado-maior (foto publicada no primeiro poste). No fundo um cartaz com alegorias bíblicas.




quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Farol de Santa Marta (1)

Com as imagens que fiz do Farol de Santa Marta há poucos meses, presto aqui minha homenagem ao professor Sílvio Coelho dos Santos, recentemente falecido. Eu o conheci no final da década de 1960, quando estudava no Colégio de Aplicação da UFSC e ele, ao lado do professor Oswaldo Rodrigues Cabral e outros, montavam o então Instituto de Antropologia (atual Museu Universitário da UFSC). Ele sempre me estimulou a escrever e estudar. Fazia isso marcando presença nos lançamentos de meus livros, telefonando para elogiar alguma matéria, sempre animando, dando força. Ele não sabia que eu iria procurá-lo por esses dias para me ajudar de alguma forma no livro e documentário sobre os 100 anos da comunidade do Farol de Santa Marta. Mas seja lá onde estiveres prof Sílvio, continue me acompanhando. E se por acaso desejar participar desse novo trabalho, mande a contribuição através de São João Maria, que o monge Marcos Alves (Palmas-PR), capta e me retransmite. Que Deus o tenha meu amigo.





O repórter cinematográfico e fotógrafo Marco Nascimento, acompanhado de João Batista Andrade (Rasgamar), colhe imagens para auxiliar na montagem do roteiro de um vídeo sobre os 100 anos da criação da comunidade do Farol do Cabo de Santa Marta. Os dois estão sobre um sambaqui preservado, tendo ao fundo o cabo com a torre do farol e no lado direito a comunidade criada em 1909 pelo pescador Eliziário Patrício.






terça-feira, 28 de outubro de 2008

José Fabrício das Neves (2)















Antes de prosseguir a narrativa é preciso colocar a importância de São João Maria para as populações sertanejas do interior do Brasil, entre o Mato Grosso e o Rio Grande do Sul, sobretudo na região entre os vales dos rios Iguaçu e Uruguai. O primeiro foi João Maria de Agostini, italiano, chegado por volta de 1844. Após ter perambulado por vários lugares, como Sorocaba-SP, e erguido um santuário nas proximidades de Santa Maria-RS, foi preso, deixado algum tempo na ilha do Arvoredo (Florianópolis-SC) e depois levado ao Rio de Janeiro.

O segundo João Maria, Anastás Marcaf, era de origem síria, segundo uns, ou drusa, segundo o repórter cinematográfico Marco Nascimento, devido ao formato de seu boné (ver foto). Estamos investigando isso. Foi o segundo monge que apoiou os rebeldes federalistas, esteve na Lapa-PR, e indicou a moradores de Passo Fundo-RS e imediações, os campos de Palmas e Irani. Desapareceu na primeira década do século. No seu lugar surgiu José Maria. Segundo o Processo de Irani que apurou as circunstâncias do combate de 22 de outubro de 1912, se chamava José Maria de Castro Agostinho.

Esses são os monges apontados até agora pela historiografia. Mas existem registros da presença de muitos outros. Para os caboclos devotos, entretanto, só existe um: São João Maria, ainda hoje reverenciado. As fontes ao lado das quais ele acampou algum dia, foram preservadas e servem para batismos de crianças. As águas também são coletadas para fins medicinais e de oração e para o trato animal. ncias do combate de 22 de outubro de 1912 no Irani, se chamava Josdicou a diversos moradores de Passo Fundo-RS e imediaç_______

Apocalipse de São João

Uma carta localizada por Pedro Aleixo Felisbino nas mãos de João Maria Palhano (seo Lica), em Taquaruçu, que teria sido escrita em 1880 por João Maria de Agostini, apresenta “orações, conselhos e alentos”. A “oração milagrosa, achada no capim, na Santa Sepultura de Nosso Senhor Jesus Cristo”, foi “feita por mão dadivosa”. Aquele que possuir uma cópia da oração em casa “não sofrerá castigo, nem raios, nem riscos e nem tormentas”.

Há um conselho – “meus filhos não abusem com a religião católica, façam caridade com a pobreza” – e um pedido para que “façam as minhas vontades, que eu só cuido vê-las e olho meus filhos”. Na seqüência, ameaça com castigos aos incrédulos, “guerra de vez”. Não se deve trabalhar aos sábados, sendo preciso jejuar na sexta-feira da Quaresma, guardar os dias santos e São Sebastião “para livrar dos castigos, que há de vir três dias de escuridão”.

Aqui fica evidente o apelo ao Apocalipse, como no anúncio do aparecimento de três línguas de fogo que poderão “abrir a terra”, sinal de que em três dias “aparecerá uma mancha vermelha no céu, passando três dias incendiará o mundo em fumaça”. E mais: no dia 3 de agosto aparecerá uma “grande cobra que terá sete metros de comprimento”, enquanto em setembro e outubro será a vez de uma “grande peste na criação e no povo, como nas crianças”. O mês de novembro reserva o aparecimento nas casas de “vento para menos correr” e uma multidão de gafanhotos.

Ideário

A cópia em mãos de seo Lica em Taquaruçu guarda semelhança com a encontrada por militares em Curitibanos durante o Contestado e publicada por vários autores, entre eles Douglas Teixeira Monteiro. Nas duas narrativas, se destacam as profecias apocalípticas de João Maria.

No dia 24 de junho de 1939, Euclides Felippe participou da festa de São João Maria, em Curitibanos, quando ganhou de Emídio Conceição uma cópia dos “Mandamentos das Leis da Natureza”, também de autoria do monge. “A terra é nossa mãe. A água é o sangue da terra-mãe. Cuspir e urinar na água, é o mesmo que escarrar e urinar na boca de sua mãe”, diz o sexto mandamento. “O cavaleiro que passar perto da lagoa ou cruzar uma corrente de água e não der de beber ao animal, morrerá de garganta seca”, destaca o décimo mandamento. Colhido em Palmas por Paulo Pinheiro Machado, o documento condena a mentira, o ódio e a inveja, o logro e o roubo, a calúnia e a avareza, ao lado de apelos ao respeito às famílias, a defesa da vida humana e animal.

Todos esses elementos integram o ideário do “monge”, seguido por andarilhos e curandeiros desde meados do século XIX. Guardadas as peculiaridades de cada um desses monges, eles seguem o modelo do primeiro, carregado de simbolismos e alegorias, sendo reconhecidos de imediato pelos caboclos. Para se habilitar ao papel de monge, o sujeito deve seguir esses preceitos e, além disso, ser dado a curas, através de infusões com plantas e outras receitas.

Os músicos Vicente Telles, residente no Irani, e Julio Gomes, em Concórdia, fizeram composições onde lembram o ideário de igualdade pregado por José Maria. “Zé Maria queria o bem/ Quem tem mói/ Quem não tem, mói também”, diz Telles, incorporando a memória popular sobre o tema. Gomes fez o mesmo.




Confraria do Monge, próximo a Lages-SC, nas margens da BR-116.





Parque Monge João Maria (Porto União-SC).




Interior do salão paroquial da Catedral de Porto União-SC.


Pintura sem identificação de autoria. Casa da Cultura/Porto União_SC



Portal de acesso a Porto União-SC (geral e detalhe).






Dois retratos clássicos de São João Maria, encontrando em muitas residências de caboclos do antigo Contestado (RS, PR e SC).
















Três imagens de São João Maria feitas pelo artista Willy Zumblick (Tubarão-SC, 1913-2008).












O quadro gigante do artista Ulisses Teixeira está fixado no prédio da Faculdade Estadual de Filosofia Ciências Letras de União da Vitória-PR (cidade gêmea de Porto União-SC).


Segundo João Maria (Anastás Marcaf). Apoiou os maragatos durante a revolução de 1893-1895. É possível que ele tenha indicado os campos de Palmas/Irani às famílias residentes em Passo Fundo e região.


Fonte de São João Maria no interior do município de Cel Domingos Soares





segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Imagens avulsas (1)

Garça-branca em Sambaqui (Florianópolis-SC), preocupada com a queda nas bolsas e a alta do dólar.


Santo Antônio de Lisboa (Florianópolis-SC)


Sambaqui (Florianópolis-SC).


Nova Trento-SC, a terra de Santa Paulina.


Morro da Cruz (Florianópolis-SC)


Lagoa do Peri (Florianópolis-SC)


Interior de Biguaçu-SC


O sorriso da duna (Ingleses, Florianópolis-SC)





O ataque (Sambaqui, Florianópolis-SC)

domingo, 26 de outubro de 2008

José Fabrício das Neves (1)

Lagoa do Irani, nascente do rio Engano, afluente do rio Uruguai.



Fiquei sabendo da existência de José Fabrício das Neves num livro sobre a história de Concórdia, escrito por Geraldo Zanetti Ferreira, que o apresenta como o fundador da cidade e um coronel das antigas. Quando precisei de um tema para meu trabalho de conclusão de curso (História, Udesc, 2007) escolhi esse personagem. E me mandei para Concórdia junto com a companheira Margaret Grando, visando desvendar um pouco das façanhas do dito cujo.

Entre outras coisas, acabei descobrindo, ao ler um depoimento de Antônio Martins Fabrício das Neves, que José Fabrício havia participado do combate do Irani, em 22 de outubro de 1912. E mais: que ele tinha uma parceria com José Maria de Castro Agostinho, o monge José Maria, no assentamento de caboclos expulsos do vale do rio do Peixe e antigos maragatos vindos do Rio Grande do Sul.

Nos mandamos para o Irani, a procura de Vicente Telles.

José Maria

Nascido em Passo Fundo-RS, com 13 anos de idade José Fabrício participou de combates na Revolução federalista (1893-1895). Os Fabrício das Neves e outras famílias da região, se deslocaram para os campos de Palmas/Irani no final do século 19, a conselho de um monge que conhecia o lugar. Era quase desabitado. Na época, toda a região a oeste do rio do Peixe estava sob a administração do Paraná. E não demorou muito para que um fazendeiro de Palmas se apropriasse das terras, vendendo-as a uma companhia frigorífica e deixando esses antigos moradores na condição de posseiros, intrusos, invasores.

Foi quando apareceu José Maria, que de louco e exótico não tinha nada. Se assim o fosse, os homens e mulheres do Irani e região não o teriam acolhido, como fizeram. Estabelecido no Irani, José Maria foi chamado a Campos Novos e depois Curitibanos, acompanhado por José Fabrício e outros. Presente à festa do Divino em Taquaruçu (Curitibanos), provocou um ajuntamento que não agradou nenhum pouco o superintendente local, coronel Francisco Albuquerque, que chamou as autoridades policiais de Florianópolis.

O combate

Após deixar Taquaruçu com dezenas de homens e muitas mulheres, José Maria retornou ao Irani, pousando na casa de José Fabrício, depois na casa de um irmão deste, Thomaz Fabrício das Neves. Por fim se deslocou acompanhado de grande massa, para as terras de um tio de José e Thomaz, Miguel Fabrício das Neves. A eles se juntou um importante personagem desses instantes iniciais do Contestado, José Alves Perão (Perón), conhecido por José Felisberto.

Os Belchior, os Quitério, os Germano e dezenas de outras famílias também apoiavam José Maria. Quando a força policial comandada pelo coronel João Gualberto seguiu de Curitiba para dispersar o ajuntamento no Irani, os homens e mulheres sob o comando de José Maria e José Fabrício, decidiram resistir. E foi o que aconteceu. O famoso combate do Irani, travado no início da manhã do dia 22 de outubro de 1912, deixou oficialmente 21 mortos, 10 policiais e 11 caboclos. Entre eles João Gualberto, abatido por José Fabrício, e o próprio José Maria.

Esquecidos

Um inquérito aberto em Palmas condenou José Fabrício, José Perão e outros a prisão. Miguel e Thomaz Fabrício das Neves foram presos e levados a julgamento em Palmas, tendo sido inocentados. Daí para frente todos os participantes do combate ficaram marcados para sempre. É um pouco disso que vamos saber mais a frente. É importante destacar que essa minha pesquisa rendeu um livro, onde aproveito as 30 entrevistas que fiz e o Processo do Irani, documento com 500 e tantas páginas que se achava extraviado no Fórum de Palmas desde os anos 1950. O professor Paulo Pinheiro Machado me conseguiu uma cópia.

Os personagens que surgiram durante a pesquisa são quase completamente esquecidos da historiografia catarinense. Quem tiver paciência pode conferir. O único a citar José Fabrício é o historiador Nilson Thomé, mesmo assim superficialmente. José Perão sequer é citado, assim como as dezenas de outros combatentes. Quando muito passaram à posteridade como bandidos, meliantes perigosos, quando na verdade foram partícipes de um dos maiores movimentos sociais da história humana. Visando fazer justiça a essa gente é que resolvi divulgar mais amplamente um pouco do que apurei a esse respeito.





Túmulo de José Maria (Irani-SC), fotografado por Felipe Corte Real de Camargo (dir) e Marco Nascimento.



José Alves Perão (José Felisberto) e sua esposa Júlia Olímpia. O Perão se origina de Peron. Combatente do Contestado (Irani e outros combates). Acervo de Vicente Telles (Irani-SC).



Thomaz Fabrício das Neves e a esposa Elíbia, com os filhos. Foto de meados da década de 1920 (Irani-SC). Acervo de Thomaz de Oliveira Neves, residente em Palmas-PR.



José Fabrício e seus homens, todos armados. É possível que essa foto tenha sido tirada em Catanduva (20 de agosto de 1919). Acervo de Reinaldo Antunes (Pinhão-PR)



José Fabrício e seu estado-maior, possivelmente no dia 20 de agosto de 1919, em Catanduva-SC. O menino que está no meio é seu filho Afonso. Acervo de Cecília Boroski Talim, filha de José Fabrício, residente em Concórdia-SC.



José Fabrício das Neves ao lado de um Miguel (não identificado). Acervo de seu bisneto Reinaldo Antunes, residente em Pinhão-PR






O pesquisador Pedro Aleixo Felisbino apanhou as três imagens atribuídas a José Maria e as mostrou a antigos moradores de Taquaruçu (Fraiburgo). Nenhum deles reconheceu nas fotos a verdadeira face de José Maria: um bem gordo e nutrido, outro com cara de maluco e um terceiro entre "virgens". Todos bem diferentes entre sí. A divulgação dessas imagens teve o objetivo de denegrir o papel de José Maria, alvo das mais variadas calúnias.